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Sou Candidato Porque #1: Entrevista com Dodô Quarentão




"A política está vivendo um momento de transição. Um momento ímpar de repensar sobre os nomes e quadros de líderes que indicamos para comandar nação, estados e municípios."
Dodô Quarentão




Weslley Talaveira 

Ano de eleição é tudo igual: vários candidatos prometem as mesmas coisas, sempre com propostas vagas e sem fundamento – já cansamos de ouvir gente prometendo melhorar “saúde, educação, transporte”, mas sem dizer de fato o que dá pra ser feito e de que forma. Na verdade, o problema da política no Brasil começa com a total despolitização do brasileiro, que sequer sabe qual a função de cada cargo eletivo. Quer ver? Faça um teste: pare qualquer pessoa na rua e pergunte a ela qual a função de um vereador. 

Por isso resolvemos perguntar a quem sabe – ou imaginamos que deva saber: os próprios candidatos. E assim surgiu a nova série do Quem Foi Que Disse. Em Sou Candidato Porque vamos conversar com candidatos a prefeito e vereador de diversas cidade e saber deles o que os motiva a querer ser candidato, e a mostrarem que estão preparados para isso. Ao longo dessas eleições vamos entrevistar alguns candidatos a vereador e prefeito de diversas cidades. Como você vai perceber, as perguntas serão as mesmas para todos os candidatos entrevistados, assim fica fácil a comparação. 

O primeiro entrevistado é candidato a vereador em São Paulo pelo PSL. Ivanilton Pereira da Silva, ou Dodô Quarentão, é publicitário com mais de 14 anos de experiência em política, tendo atuado com assessoria política e gestão de órgãos públicos. Apesar da experiência política, nunca disputou uma eleição majoritária, e a Câmara dos Vereadores de SP será sua primeira eleição. Entre sua rotina de campanha, Dodô aceitou conversar com o blog.


Quem Foi Que Disse: Qual a função de um vereador? 
Dodô Quarentão: É papel do vereador, votar o orçamento anual da prefeitura, fiscalizar a execução do plano de governo municipal que o prefeito eleito se comprometeu com a população, bem como beneficiar a população com a criação de emendas ao orçamento e ouvir os diferentes setores da cidade para utilizar de suas prerrogativas de legislador e fazer indicações de melhorias naquilo que é de responsabilidade do prefeito, mas que não recebe a devida atenção da prefeitura. 

Por que ser vereador? 
Estou a serviço da política da cidade de São Paulo há 14 anos. Ao longo desse período, coordenei gabinete de vereador, assessorei deputado estadual, coordenei a gestão de cultura do CEU Parelheiros e até recentemente fiz assessoria no Senado Federal. Essa experiência nos diferentes legislativos me capacitaram e, me deu preparo técnico e político para atuar em defesa dos interesses da população. Diferente de centenas de candidatos empresários e artistas de reality-shows que caem de paraquedas na eleição a cada dois anos. 

Além da política, qual seu ramo de atuação? 
Como disse, na política estou servindo há mais de uma década. Mas resido aqui na capital há 19 anos e antes de entrar para me dedicar a vida pública eu já atuava no campo de Cerimonial e Protocolo e em ações sociais. Há 16 anos coordeno um movimento de resgate da cultura nordestina aqui na zona sul da capital. Fui também presidente de Grêmio estudantil, seminarista. 

O seu partido é o PSL. Por que esse partido? 
Sim, eu estou no PSL desde o início do ano, quando ainda estava na assessoria de gabinete parlamentar da senadora Marta Suplicy e após confirmar minha candidatura a vereador atendendo o desejo de um grupo de lideranças sociais que vem se articulando há cinco anos para apresentar um novo nome a ser a cara do novo momento político na zona sul da cidade; Muito embora, o vereador tenha que defender os interesses em favor de toda cidade. Escolhi um partido sem envolvimento de nenhum de seus parlamentares envolvidos na corrupção que assola a política brasileira. No PSL, saio dessa polarização PT-PMDB que tomou conta do país. 

Qual sua relação com São Paulo? 
Sou muito relacionado com a população paulistana em virtude de atuar em diferentes segmentos políticos da cidade e acompanhar de perto a funcionalidade dos governos que pude colaborar até aqui. Além disso, faço parte de uma grandiosa população nordestina que habitam esta metrópole e dedicou a ela o valioso trabalho braçal na construção da cidade ao longo de sua história. Esta mesma cidade que nos acolheu e nos permitiu buscar capacitação, pode e precisa também ter em sua representatividade política, um baiano preparado para atuar na casa do povo. 

Quais são as principais demandas da sua cidade? O que um vereador pode fazer para resolvê-las? 
São Paulo reúne uma complexidade gigantesca de demanda em sua totalidade. Assim como nas suas particularidades regionais, já que temos 31 subprefeituras e 96 distritos. A começar pela regularização fundiária, mobilidade urbana, educação básica e saúde. Mas temos também outras importantes áreas de carência de investimento, como coleta seletiva, oportunidades de empregos, CEUs e investimento em esporte e cultura nas periferias. Atender as principais demandas significa atuar na câmara de vereadores para que seja cumprido o plano de governo apresentado ao povo em campanha eleitoral e a ele acrescentar as necessidades pontuais de cada região para resolver problemas distintos de cada território subdividido dentro da cidade. 

Caso seja eleito, como o eleitor poderá acompanhar seu trabalho? 
Sou formado em comunicação social e pós-graduado em planejamento e administração de comunicação para gestão de equipamento públicos. Portanto, sou uma pessoa de fácil comunicação e atualizada com os diversos meios de expansão da informação que está ao alcance de toda população hoje pelos celulares, smartfones e ipads, entre outros. Sou adepto das redes sociais, da comunicação eletrônica e claro, dos meios tradicionais de impressos, rádio e televisão. Eleito vereador, vou colocar todo meu mandato aberto ao acesso dos munícipes, bem como obedecer a lei de transparência, para que a população acompanhe nossa atuação na câmara. 

Quem o senhor está apoiando para prefeito? Por que? 
Eu trabalhei até recentemente na assessoria da senadora Marta, hoje no PMDB (licenciei do senado para respeitar lei eleitoral). Mas sou filiado a um partido que se coligou a legenda do candidato Dória e por fidelidade ao partido que acolheu muito bem a minha candidatura, eu deixo a cargo dos eleitores o julgamento dessa escolha para prefeito. Mas respeito os dois nomes: Marta pelo referencial de legado que deixou na cidade quando governou e, Dória pelo preparo político e a possibilidade de fazer um novo momento de administração na prefeitura. 

Pra encerrar: porque o eleitor deve escolhê-lo como vereador? A política está vivendo um momento de transição. Um momento ímpar de repensar sobre os nomes e quadros de líderes que indicamos para comandar nação, estados e municípios. Não por acaso, estamos no tempo que nos permite fazer escolhas de gestores públicos para os próximos 4 anos no âmbito municipal e eu estou me colocando a disposição do julgo da população para avaliar meu currículo e meu preparo técnico e político para representar os anseios de todas as classes e regiões da cidade. Pela formação acadêmica e experiência de trabalho, poderia estar passando pelo processo seletivo de uma grande empresa ou uma seleção de concurso público, mas posso fazer algo a mais pela população. Quero ser vereador da cidade de São Paulo e encorajar outras pessoas a se prepararem para atuar na política e tirar de lá os eleitos pelos mesmos sobrenomes de família e sindicatos. Eu sou Dodô Quarentão e meu número de urna é 17.040!

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