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#Mulheres2010: Minha vida e meu "queijo"




Vilma de Souza - Li uma vez o livro "Quem mexeu no meu queijo" e gostei. É a história de dois ratinhos e dois homenzinhos, que vivem num labirinto e procuram “queijo” para se alimentarem e viverem felizes. Esses quatro personagens se comportam como seres humanos normais

Nesta história, os personagens enfrentam uma mudança inesperada. Um dos “homenzinhos” fica parado, só reclamando e sofrendo, por aquilo que perdeu, enquanto o outro “homenzinho” é bem sucedido e começa a escrever tudo o que aprendeu nas paredes do labirinto. Graças a essas anotações, começamos a aprender como lidar com a mudança de forma a sofrer menos estresse na vida ou no trabalho.

Posso dizer que já passei por esta experiência; trabalhava num local há muitos anos e estava acostumada com aquilo, mas quando houve a transformação pela própria vida, fiquei perdida; a princípio fiz como o primeiro homenzinho, fiquei parada sem saber para onde ir, mas foi por pouco tempo, porque a própria vida se encarregou de me empurrar para um sentido, só que permiti ser empurrada, não sabia para onde ia me levar, mais segui. E estou seguindo até hoje, ainda me encontro no labirinto, encontrei várias migalhas de “queijo”, que aproveitei e dei graças a Deus, mais ainda procuro a montanha de queijo, em muitos sentidos da minha vida.

Mas sei que nunca é tarde, e enquanto tiver saúde e perseverança, continuarei a procurar o meu “Queijo”, pois acredito que cada um tem o seu monte, é só nunca deixar de procurar.

Uma coisa muito importante também, que deve ser dita, é quando conseguirmos encontrar o “nosso queijo”, não esquecermos daqueles que ainda estão tendo dificuldades de encontrar o seu, e dar algumas migalhas, para aqueles que tiverem perseverança não perderem a esperança, de um dia também encontrar o seu.

Nunca devemos deixar de acreditar, que vamos encontrar “os queijos”, pois isso se chama “Esperança”, que nunca devemos deixar de ter.

Escolhi essa parábola do “queijo”, porque explica muito as nossas vidas. Através do tempo, muitas pessoas, se perdem e se assustam com tantas mudanças, que realmente são muito grandes, mas acho que no meio de tantas mudanças, temos muitas coisas boas, e se olharmos para frente e não ficarmos vivendo no passado, temos muito que aproveitar.

Aprendemos com o tempo a ter sabedoria e equilíbrio, ver que muita coisa que para nós era tão importante já não tem mais tanta importância assim. Passamos a não ter tanta pressa e valorizar mais o tempo. Outra coisa muito importante é conservarmos o nosso espírito jovem, tendo a mente aberta para mudanças e aprendizados.

HOje, aos 52 anos, posso dizer que me sinto assim: jovem. Quando conseguimos isso, nos sentimos sempre vivos e úteis; temos a sensação de dever cumprido. Já não temos mais aquela preocupação de formar uma pessoa, dar educação, ser responsável por sua personalidade. Com todas essas preocupações temos medo de falhar. Mas depois de ter passado por tudo isso, parece que nessa altura da vida, podemos relaxar, não precisamos ficar tão preocupados, pois nossos filhos já estão criados e cuidando das suas próprias vidas. O que era nossa responsabilidade acabou, passamos desse momento em diante só a acompanhar e ser seus amigos.

Com isso podemos ter o tão sonhado tempo para fazer algumas coisas que deixamos pendentes, lá atrás, quando tivemos que parar nossa vida para nos dedicarmos à linda profissão de ser mãe.

DEUS, muito obrigada por ter vivido todas essas etapas na minha vida e de agora em diante continue me ajudando a ser feliz.


Vilma de Souza tem 52 anos e é administradora.

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