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Maria Rita | Mulheres de Programa #1




Por Wes Talaveira



* Por questão de sigilo, a Maria Rita não autorizou a divulgação de nenhuma imagem sua. 



O calor abafado do fim de tarde de São Paulo cansa até mesmo os amantes do verão, e nada melhor do que terminar a sexta-feira com uma cerveja num bar legal com uma companhia agradável. Minha companhia naquela sexta seria um pouco diferente: eu estava esperando pela Maria Rita, 24 anos, garota de programa “nas horas vagas”, como ela mesma diz, que aceitou dar a primeira entrevista presencial para o Mulheres de Programa.

Dez minutos depois de eu estar no bar ela chega com roupa de quem acabou de sair do escritório, o que ela confirmou assim que sentou, pedindo mil desculpas por pensar que estivesse atrasada. Usava calça preta e camisa social branca discreta com os dois primeiros botões abertos, que acabou transformando a abertura num decote generoso. Maquiagem discreta e um par de brincos brancos pequenos. Os cabelos pretos estavam soltos. Ela é incrivelmente linda. O sorriso fácil revela o bom humor dela. É dessas que falam com todo mundo e atrai a atenção para si onde chega. Trazia uma bolsa pequena de onde tirou o celular para checar novas mensagens e logo o guardou novamente.

Com ela a abordagem foi um pouco diferente do que penso que deverão ser as próximas da série, pois já conheço a Maria Rita pessoalmente há alguns anos, ainda antes de ela ser a Maria Rita.
Depois de pegar um copo de cerveja e brindarmos, ela mesma inicia nossa conversa:

“E então Wes, o que você quer saber hoje? ”

Por causa do estilo de atendimento dela, reservado e totalmente sigiloso, ela não autorizou filmagens, mas aceitou que gravasse a conversa, com a condição de que a gravação fosse usada apenas para que eu pudesse transcrever o conteúdo completo, depois. Além disso, pediu que evitasse descrições muito completas dela (altura, cor da pele, etc), uma vez que ela estará totalmente exposta na matéria. Com risada alta e farta, ela conversou animadamente e, por várias vezes, parecia ter esquecido que aquilo era uma entrevista, dado o rumo gostoso da conversa.

Rita, antes de qualquer coisa me fale de você. Como começou tudo isso? Meu, foi uma coisa tão louca, tão ao acaso que eu dou até risada quando lembro. Fui numa balada liberal com uma amiga minha que é garota de programa. Cinco minutos depois ela já foi abordada por um cliente que a levou para outro lugar. Eu fiquei sozinha, por ali, e logo fui abordada por um cara. Pensei que ele ia pagar alguma bebida, sei lá, mas ele chegou logo perguntando meu preço. “Oi, como assim? ” Eu nem sabia do que ele estava falando. Aí ele “fala seu valor que eu pago”. Aí entendi que ele pensou que eu fosse garota de programa. Eu quase ia falar que não, que ele estava enganado, mas aí pensei “meu, quando vou ter outra chance dessas? ” E arrisquei. Joguei R$ 900,00 por uma hora. Pensei “mano, ele vai me mandar tomar no cu”, mas ele aceitou. Ele era lindo, charmoso. Eu teria transado com ele mesmo se ele não me pagasse nada. Ficamos por lá por um tempo até que fomos ao melhor motel de SP. Me respeitou o tempo todo, cumpriu a 1 hora sem chatice e ainda me levou de volta para a balada. Nesse dia eu pensei: fiz algo que gosto e ganhei dinheiro com isso, por que não tentar de novo?

Mas você sabe que correu risco, né? Sim, claro que corri. Vai que ele fosse um maluco que queria me matar, ou ia tentar me obrigar a fazer coisas que eu não queria. Mas já tinha conversado muito com a XXXX (ela pediu que não revelasse o nome da amiga) sobre isso e ela sempre me falava como identificar um maluco entre os clientes. Claro que não é uma ciência exata, mas ajuda.

E o segundo cliente, como foi? Por incrível que pareça, o segundo foi mais tenso. A XXXX tinha um cliente querido dela que ela não podia atender, e me indicou. Ele me ligou, e agendou hora e local. Eu tinha mais de 4 horas pra me preparar, mais fiquei nervosa. Tremia. Suava frio. Fiquei com medo de dar errado. De não sentir tesão, de não saber disfarçar. O primeiro eu tinha visto antes, sabia que era gato. Esse eu não conhecia, e a XXXX falou que era um senhor meio chato. Quase liguei pra ele pra desmarcar, mas eu não sou de desistir fácil do que eu me comprometo a fazer. Pra resumir: fui no local que ele indicou, e o atendimento não foi de todo ruim, pelo menos pra ele (risos), mas eu estava muito nervosa. Quando terminou eu estava aliviada.

Mas mesmo assim quis continuar atendendo outros clientes...  Sim, porque eu estava nervosa não por estar fazendo programa, mas pelo receio de não dar certo. Sou meio louca, né? Nunca senti culpa por ser garota de programa...

Calma, a gente ainda ia chegar nesse ponto, mas já que falou: em algum momento bate algum receio, alguma culpa, por saber que a sociedade vê as garotas de programa de forma tão pejorativa?Nunca.  Você me conhece e sabe que sempre fui do tipo foda-se a sociedade. Atender pessoas que buscam por sexo é só mais uma forma de trabalho como qualquer outra.  Tipo, não estou extorquindo ninguém, estou dando a uma pessoa o que ela procura, e ela paga por isso. O que a sociedade pensa é problema dela, não meu.

Mas mesmo assim você mantém um sigilo enorme sobre seus atendimentos.... Porque eu não sou garota de programa em tempo integral. Eu tenho minha profissão “comum”. E, por mais que eu mande um foda-se pra tudo, eu não posso ignorar que minha imagem no mercado ficaria comprometida se as pessoas soubessem que eu cobro por sexo. E... (pausa fofa para beijar um cachorro que estava passando na calçada do bar com uma senhora). Onde eu tava mesmo? Ah, sim. Já pensou no trabalho, todo mundo me identificar como “a prostituta da empresa”? Infelizmente essas coisas pesam muito, ainda. Eu sozinha não posso mudar o mundo. Enquanto a mentalidade das pessoas não muda, eu tenho que me adaptar. Espero que chegue um dia que eu possa dizer que sou profissional e, nas horas vagas, faço sexo pago.

Você acha que um dia o Brasil chega a esse nível? Sei lá, eu queria, mas acho difícil. A religião aqui tem um peso muito grande, e a forma como os religiosos veem o sexo é muito distorcida. Pra mudar a sociedade, primeiro precisaria mudar a forma como a igreja vê o sexo.

Aí você já tá querendo uma coisa impossível... “Tudo é possível ao que crê” (risos). Vamos pedir outra cerveja? (Chama o garçom).

Você tem religião? Fui criada em igreja evangélica, cresci na Congregação Cristã no Brasil e cantei em grupo de jovens. Até hoje tenho o Hinário de Louvores e Súplicas a Deus deles. Quando eu percebi que nada daquilo fazia sentido, saí. Mas ainda hoje acredito em Deus, oro todos os dias. Sei que fui chamada na graça mesmo sem estar na igreja.

Mas voltando ao assunto, dá trabalho ser garota de programa? Sim, muito. No meu caso ainda mais por causa do sigilo. Não anuncio em site nenhum. Não divulgo fotos minhas. Eu seleciono meus clientes pelo Twitter, apenas. Peço foto antes, pra ver se não conheço nenhum pessoalmente...

E já aconteceu de algum conhecido te procurar? Sim, três vezes. Dois colegas de trabalho, inclusive um dos diretores da empresa, e um era um amigo do meu pai. Já pensou? (risos). Rejeitei os três, e eles nem viram minhas fotos, então não sabem que sou eu.

Mas há o risco de alguém te identificar, não há? Sempre há, mas eu tento me proteger de várias formas.

Se algum conhecido seu soubesse do que você faz, como reagiria? Depende muito da pessoa. Você mesmo, me conhece desde bem antes de eu ser garota de programa, e reagiu muito bem. Além de você apenas outras duas pessoas sabem que faço programas. Tenho poucos amigos, exatamente pra ficar mais fácil esconder. Minha família não reagiria muito bem, eu acho... (nesse momento para um pouco e começa a olhar para o copo de cerveja, passando os dedos pela borda do copo).

Rita, você é feliz? (Continua olhando para o copo) Odeio essas suas perguntas filosóficas (risos)! Depende, na maioria das vezes sou sim. Tem horas que não sou, mas aí um chocolate resolve (risos). Mas no geral sou sim, me sinto satisfeita com a vida que tenho. Tenho saudade de algumas coisas, mas sou feliz sim.

Saudades de que, por exemplo? Do meu tempo de igreja, cê acredita? Era gostoso, o ancião da minha igreja era um fofo; eu cuidava dos meus veus como quem cuida de um filho! (A Congregação Cristã no Brasil exige que as mulheres cubram a cabeça com veu em seus cultos). Eu amava tocar na orquestra, era violoncelista. Participar de alguma coisa que não me dá retorno financeiro nenhum, mas me faz sentir parte. Isso faz falta, as vezes. Pena a igreja ser tão careta e não aceitar pessoas como eu, que curtem a vida da forma como querem. Eu amaria fazer parte de algum grupo, conjunto, sei lá! A Igreja aceita apenas quem se enquadra no padrãozinho formatado por alguém há muitos anos atrás.

Que coisa... Maluquice, né?

Bom, já falamos muito, então vamos encerrar a conversa? Apesar que você já disse, mas como você gostaria que as garotas de programa fossem tratadas no Brasil? Como profissionais que são. As pessoas pensam que profissão é aquela que você obtém depois de frequentar faculdade. Eu tenho duas faculdades e digo: profissão é aquilo que você faz bem e investe dinheiro para melhorar. Toda profissão é válida. Por isso adorei sua iniciativa de conversar com garotas de programa, e num ambiente informal como esse, sem pressão nenhuma. Toda iniciativa de quebrar o tabu sobre o sexo pago deve ser apoiada e aplaudida.

***
Nesse momento desliguei o gravador. Já tinha material o suficiente. Mas a conversa foi ainda mais longa do que o publicado acima; muito do que conversamos foi retirado, pois tornaria fácil a identificação dela. A conversa durou mais de 2 horas. Depois disso, ela ainda me ofereceu carona até parte do caminho, já que não tenho carro. Ao descer do carro dela, saí com a sensação de, assim como sempre que encontro a Maria Rita, ter tido uma das conversas mais incríveis da minha vida.

Me Assumi Gay? | Mundo do Leo #3



Larissa Oliveira


Saiu vídeo novo no mundo do Leo. E hoje ele fala sobre ele mesmo, num bate papo intimista e muito sincero sobre sua homossexualidade, sobre a reação da família, como ele se sente com ele mesmo e etc.  

Ah, aproveita e passa no Mundo do Léo no Youtube pra ver os outros vídeos dele. 

Assista:
 

Roberta Sousa | BloGirl #15



Por Wes Talaveira


"Eu sou uma contradição
E foge da minha mão
Fazer com que tudo o que eu digo
Faça algum sentido"

Sim, ela é uma contradição. A personificação da contradição. Ela reúne em si personalidades tão distintas que as vezes nem parecemos estar falando da mesma pessoa. Ela é mulher, mas não qualquer mulher; é o mulherão, devastadora, sensual, sedutora, que estala e tem o mundo aos seus pés, que chama e recebe o que quiser no mesmo momento. Ela tem força para atrair a si o que quiser de melhor no mundo. E como faz isso? Apenas sendo ela mesma. Pois ela tem a força do erotismo inerente a todas as mulheres. Ela é apaixonante, viciante. Quem tem o privilégio de ter o mínimo acesso a ela logo percebe estar diante de uma das personalidades mais marcantes do mundo. 

Mas, ao mesmo tempo, é menina. Menina doce, meiga e singela, pura e tranquila que quer apenas ser feliz e espalhar sua doçura ao mundo. Quer apenas brincar na areia e ter amigos por perto. Quer apenas ser amada e protegida. É criança que não vê a maldade do mundo e encara as pessoas como boas. É sincera em suas atitudes e ama as coisas simples da vida. Ela tem a pureza da resposta das crianças, e vê a bonita de forma bonita. 

Ela mesma. Duas personalidades em uma única pessoa. Mulher e garota. Sedutora e pura. devastadora e meiga. Ela tem o poder de desestabilizar, causar confusão em mentes antes tranquilas em seus conceitos de feminilidade. Ela quebra paradigmas e nos faz repensar  tudo o que entendemos por ser mulher. Ela é, na melhor das definições, "mulher de verdade". 

Ela é Roberta Sousa, BloGirl de março!



Eu estou acompanhando o BBB 17 - e torcendo pela Vivian | Desconstrução #5




Por Wes Talaveira


A TV aberta brasileira é hoje o "bode expiatório" dos que tentam passar a imagem de intelectuais não consumidores de produtos feitos para as massas. E, de todos os programas da TV aberta hoje, poucos encarnam tão bem esse rótulo de "lixo televisivo" como o Big Brother Brasil da TV Globo, a versão brasileira do Big Brother, reallity show produzido e vendido no mundo inteiro pela Endemol, um dos principais nomes do mercado televisivo do mundo. O nome, inspirado no personagem do livro 1984 de George Owen, remete ao fato de o apresentador do programa ser o único contato dos membros da casa com o mundo externo. Confinados juntos por cerca de três meses sem qualquer contato exterior, cerca de 15 pessoas são vigiadas 24 horas por câmeras instaladas por todos os lados. Semanalmente um dos membros são eliminados pelo público, que vota de acordo com seus critérios. 


O BBB nunca me chamou a atenção. Nem tanto pelas críticas ferozes que os pensadores da internet costumam fazer. Não gosto de entrar nesse tipo de discussão de pessoas que criticam programa A ou B para se mostrarem diferenciados. Nunca assisti porque nunca me considerei - e nem me considero - público alvo do programa. 

Mas esse ano, no meio dessa fase de desconstrução que ando vivendo, resolvi parar outro dia para assistir o programa. Por que queria aprender algo, enriquecer minha bagagem cultural? Não, só pra me entreter um pouco, pra esvazias a cabeça depois de um dia cansativo. Estava cedo pra ir dormir mas não daria tempo de assistir qualquer outra coisa na Netflix, e eu estava com preguiça de levantar pra pegar o controle remoto, então deixei a TV onde estava. Só por isso. Assisti, achei interessante algumas coisas e até me simpatizei com uma garota da casa, a Vivian. Por que ela é diferente de todas as outras, por ser mais autêntica, mais inteligente? Não, só por ser a mais bonita, mesmo. O sotaque amazonense dela me chamou a atenção. Apenas isso. 

Vivian, participante do BBB 17
Algum crime?

Aqui mesmo no blog já tive a oportunidade de entrevistar uma ex-BBB, a Ana Carolina Madeira, em 2009 (a conversa por telefone durou quase 2 horas), e ná época ela mesma falou que o que leva as pessoas a acompanharem programas como o BBB é a curiosidade que nos move em saber da vida do outro. "Todos somos um pouco voyer", disse ela. 

Talvez por esse mesmo motivo tenho de assumir que parei pra assistir no dia seguinte. Quis saber como a Vivian se comportaria nos outros dias. Quis acompanhar a guerra silenciosa e amistosa entre ela e a Emily - que apesar do lindo sotaque gaúcho não venceu minha predileção pela Vivian. 

Os motivos pra assistir o BBB são tão banais quanto o próprio programa. E mesmo assim eu assisto. Por que? Ninguém precisa estar o tempo todo procurando cultura, conteúdo rico e educativo para consumir, até porque isso seria de uma chatice colossal. Tem horas que eu quero consumir cultura, coisas que me façam pensar. Tem horas que quero apenas olhar algo na TV antes de dormir. Simples demais? Mas é simples, sim. Nós é que complicamos. 

Curioso que os mesmos que gritam contra o BBB por não ser um "programa enriquecedor" são os que se entopem de fast food e comida industrializada. A comparação é meio estranha, mas a lógica é a mesma. Qual a quantidade de nutrientes para sua saúde um Big Mc oferece? Quase nenhuma. E mesmo assim você. Por que? Porque as vezes dá vontade de comer um "traste food". Simples. 

Ou, numa comparação mais lógica, os mesmos que gritam contra programas do tipo do BBB são os que dançaram "meu fechamento é você, mozão" no carnaval. O MC G15 tinha a intenção de contribuir com a formação cultural da humanidade quando escreveu isso? Não. Algum problema nisso? Também não. Porque músicas assim não tem o objetivo de te levar a refletir sobre nada. São músicas pra entreter. 

O BBB serve a esse propósito: entreter. Se você souber dosar bem a quantidade do que consome, dá pra consumir BBB e TV Cultura. É só saber assistir. Por exemplo: eu jamais na vida gastaria meu dinheiro ligando pra votar em alguém do BBB num paredão. 

Nem na Vivian!

E ainda dizem que machismo não existe! | Crônica #70




Por Wes Talaveira


Homem que bebe muito é descolado, aproveita bem a vida. Mulher que bebe muito é vadia. 

Homem que fuma é sexy, com aquele leve clima romântico. Mulher que fuma é vadia. 

Homem que “pega várias” na balada é “fodão”, “pegador”, bem resolvido consigo mesmo e que aproveita seu charme para se dar bem. Mulher que pega vários na balada é vadia. 

Homem que sai com garota de programa é rico e bem relacionado, gosta das melhores companhias e está disposto a pagar por isso. A garota de programa é vadia. 

Homem que trai a esposa quer “algo que está faltando em casa”. Mulher que trai o marido é vadia. 

Homem que já teve várias namoradas tem experiência com as mulheres. Mulher que já teve vários namorados é vadia. 

Homem que mostra o peitoral nu na rua é seguro de si, não tem problemas em exibir o próprio corpo. Mulher que mostre um pouco mais no decote é vadia. 

Homem de bermuda curta é atleta, com certeza deve estar vindo da academia, depois de ter malhado para cuidar do corpo. Mulher de short curto é vadia. 

Homem que dança funk está se divertindo ao som do “batidão”. Mulher que dança funk é vadia. 

Homem que ri alto demais é bem-humorado e espirituoso. Mulher que ri alto demais é vadia. 

Homem que paquera no metrô está aproveitando a oportunidade. Mulher que paquera no metrô é vadia. 

Homem que publica fotos com várias mulheres é esperto, não perde chance. Mulher que publica foto com vários homens é vadia.

Pai solteiro é um homem livre, que trabalha para si mesmo e reserva uma parte do salário para a pensão. Mãe solteira é vadia. 

Homem que tem amizade com mulher é bem resolvido e gosta da opinião feminina. Mulher que tem amizade com homem é vadia. 

Homem que namora mulher mais nova quer viver sua eterna juventude. Mulher que namora homem mais novo é vadia. 

Homem que elogia entre os amigos a bunda ou os seios de alguma mulher aleatória é divertido e sabe apreciar o que é bonito. Mulher que elogia o peito de um homem é vadia. 

Homem que come mulher no primeiro encontro é sortudo e se deu bem. Mulher que dá no primeiro encontro é vadia. 

Homem que tem fotos íntimas nu vazadas na internet é elogiado pelo tamanho do “documento”. Mulher que tem fotos íntimas vazadas na internet é vadia. 

Sexo a três com duas mulheres e um homem é uma experiência incrível. Sexo a três entre uma mulher e dois homens é coisa de vadia. 

Casa de strippers é lugar refinado, para homens de bom gosto. Clube das mulheres é lugar de vadia. 

Homem ginecologista é um profissional respeitado e requisitado. Mulher urologista é vadia. 

Homem que esquece de buscar o filho na escola é um homem ocupado, que tem muitas obrigações durante o dia. Mulher que esquece de buscar o filho na escola é vadia. 

Os fotógrafos da Playboy são profissionais respeitados no mercado pelo trabalho excelente que fazem. As playmates são vadias. 

Homem vaidoso, que frequenta salão e cuida da própria aparência é exigente e de bom gosto. Mulher vaidosa é vadia. 

Homem que trabalha rodeado de mulheres é o “bendito fruto”. Mulher que trabalha rodeada de homens é vadia. 

E ainda dizem que machismo não existe!

Desafio do Talaveira #3: Conheça a Paolla Rubia

Fonte: Instagram



Provavelmente você já sabe o que é o Desafio do Talaveira, espero. Caso não saiba, expliquei tudo aqui. E uma das propostas do Desafio - além de acompanhar meu processo de reeducação alimentar - é convidar gente legal que já segue algum programa de alimentação saudável ou pessoas que tiveram resultados positivos em processos de reeducação para contar aqui sua experiência.

Fonte: Instagram
Pra abrir essa série convidei uma amiga querida e linda que conheço pessoalmente há um tempo, e que resolveu cuidar melhor da própria saúde. A Paolla Rúbia mora em São Paulo e sempre teve vontade de viver a mesma experiência de outras pessoas que transformaram o corpo e, como consequência, a mente. Saindo de um divórcio, tudo o que ela precisava era algo para se envolver. E encontrou nos treinos regulares sua "terapia" como ela mesma sempre diz. E essa terapia é diária, com treinos que duram entre 1:40h e 2h.

"Eu mesma criei minha dieta", diz ela. A programação de alimentação inclui o básico que todos sabemos ser o certo, mas nunca fazemos: muita água, pouco carboidrato, muita proteína, pouquíssimo sal, nada de açúcar, tudo isso distribuído ao longo do dia, com refeições a cada três horas.

Como fazer para manter essa dieta fora de casa? "Faço marmitas e carrego tudo o que vou comer durante o dia, assim fica mais fácil", é o segredo.

E como fazer com a vontade de comer "porcarias"? "Não passo vontade, mas procuro ser forte. Você precisa abrir mão do 'lixo' e encontrar coisas saudáveis e gostosas'".

O resultado disso veio em forma de um corpo invejável mesmo sendo mãe de dois adolescentes. Mas, muito mais do que o resultado físico, o resultado mental e a satisfação por ver o resultado dos esforços são o que motivam Paolla a não parar. Jovem, bonita e cheia de força, ela agora não quer saber de outro estilo de vida.

A Paolla é fonte de inspiração pra quem, como eu, está tentando mudar de hábitos. Valeu por participar!


Por que a bruxaria é mal vista? | Patty Tsukino #1



E aí, pessoal?

Como vocês devem ter lido na semana passada, a Patty Tsukino é carioca, tem 23 anos e tem um canal no Youtube onde, entre outras coisas, fala sobre a Wicca. E ela é nossa nova parceira aqui no blog aeeeeee.

Pra começar, o vídeo dela de hoje fala sobre a forma como a bruxaria é vista e desconstroi várias ideias erradas sobre a wicca, a bruxaria e os bruxos em geral. Vá de cabeça aberta e sem qualquer preconceito, e você vai ver um outro lado da Wicca que provavelmente nunca falaram pra você!

Tá aí:


Thamyres Larissa | BloGirl #14





Wes Talaveira


Imagine uma mulher que exala sensualidade por onde passa; o "mulherão", aquela que causa alvoroço, que deixa homens e mulheres polvorosos diante de uma personalidade tão forte. Imagine aquela mulher que chama os olhares para si, que atrai a atenção, que é desejada, que representa em si todo o conceito masculino de sensualidade; pense na mulher "gostosa", no sentido mais erótico da palavra. Seu corpo está acima do padrão de beleza das passarelas; ela tem curvas que Niemeyer não conseguiria descrever, nem qualquer sambista conseguiria cantar. Sua beleza está acima da compreensão humana. Ela é muito mais do que apenas bonita. Ela inaugura outra categoria de beleza.

Agora acrescente a essa mulher uma personalidade que os olhos nus não conseguem ver, uma doce como criança inocente, que quer apenas seu lugar ao mundo; olhar meigo, sorriso simples e ar cândido da criança que vê beleza onde há maldade, cor onde há cinza. 

É possível as duas personalidades se encontrarem numa só pessoa? Sim, é possível. 

Essa mulher existe. Ela é Thamyres Larissa.

Não é à toa que ela é tão desejada nas redes sociais e pela torcida do Atlético Mineiro, da qual é musa. Aliás, "musa" é um ótimo título para ela. Linda, simpática, carismática. Sim, ela é uma musa no melhor sentido da palavra. 

Thamyres Larissa, o mundo é seu. Vá em frente!




Como Se Divertir Sozinho em Casa | Mundo do Leo #2



Olá, pessoal!

Tem gente que ama ficar em casa sozinha. Pra outras isso pode ser o começo do fim da vida, uma morte lenta, cruel e aterrorizante. Se você se encaixa no segundo grupo, o vídeo de hoje do Leo é pra você. 

Ficar sozinho em casa pode ser sim ótimo e você não precisa ser um escravo do tédio. Sabe aquelas coisas que você só teria coragem de fazer quando ninguém tá vendo? Olha a chance aí. Segue as dicas do Leo e seja feliz!  

Aproveita e dá uma passada lá no Mundo do Leo no Youtube, pra ver os novos vídeos. 


Bruxas, Wicca e nossa nova parceria | Editorial #12




Assim como a religião cristã com sua concepção de deus e todos seus derivados povoam o imaginário popular e ajudou a formar a cultura ocidental ao longo dos séculos, uma figura também tão conhecida quanto o próprio deus também faz parte da nossa cultura, mas com outra conotação: as bruxas. 

Vítimas de perseguição pela Igreja durante a Idade Média, as bruxas carregam consigo todo o estigma de maldade possível a um ser humano. Atribui-se a elas personalidade perversa e feitiços crueis que podem destruir com qualquer pessoa. Além disso, a Igreja Cristã ensinou ao longo de toda a sua história que as bruxas tinham uma ligação com as forças demoníacas personificadas na figura bíblica de satanás, o anjo caído do ceu que transformou-se em anjo mau para lutar contra o bem-estar das pessoas. E, se elas tem ligação com o demônio, devem ser combatidas. No folclore popular, bruxas são mulheres velhas e más, que matam e usam pessoas em seus feitiços terríveis. Chamar alguém de "bruxa" é uma ofensa que pode acabar com qualquer amizade. Até o inocente "Chaves" de Roberto Bolãnos, tem sua bruxa, a Dona Clotilde, ou a "bruxa do 71". 

E se tudo isso estiver errado? E se séculos de ensinamentos estiveram baseados em apenas um ponto de vista? Em qual momento da história perguntou-se às bruxas em que elas realmente acreditavam?

É muito curioso que, aos poucos, mais e mais pessoas tem entendido que todo o ensinamento religioso cristão foi baseado em fábulas, histórias criadas por pessoas simples que queriam passar mensagens mas não tinham á disposição recursos mais eficientes, ou tinham à frente um público que não entenderia conceitos elaborados. A própria história de Satanás, o tal anjo caído, é uma fábula das mais inocentes para mostrar a maldade do mundo. Aos poucos tem-se conseguido mostrar o quanto as pessoas estavam erradas ao levar o texto bíblico ao pé da letra. 

Mas o estigma pesadíssimo sobre as bruxas continuou. 

É com a intenção de desfazer séculos de preconceito e ignorância sobre figuras inofensivas que a Wicca vem ganhando cada vez mais espaço no mundo, particularmente em território brasileiro. A Wicca é uma religião pagã que acredita na existência de um poder sobrenatural equilibrado em forças masculinas e femininas. Apesar de ser considerada uma das religiões mais antigas do mundo, ganhou força como religião no século XX. Os seguidores da Wicca são chamados de "bruxos" ou "wiccanos". 

Patty Tsukino
Mas não sou eu quem vai explicar isso, até porque não entendo nada do assunto, apesar de me interessar bastante. A Patty Tsukino é carioca - o sotaque não nega, wiccana, tem 23 anos e mantém um canal no Youtube onde, entre outras coisas, fala sobre a Wicca. E ela é a mais nova parceira do Quem Foi Que Disse. A partir de fevereiro ela vai trazer aqui no blog vídeos onde fala sobre a Wicca de um jeito simples, leve e claro. É impossível não mudar de opinião sobre a Wicca depois de assistir os vídeos dela. 

E, além dos vídeos sobre Wicca, ela fala sobre um pouco de tudo: filmes de terror, séries e coisas aleatórias.

Aguarde!

A Minha Casa | Crônicas #65




Por Wes Talaveira


Você fez aquela viagem que vinha programando há alguns meses. Tudo é empolgante. Desde o momento do embarque no avião até a chegada ao local onde você pretende ter dias incríveis. Conhece gente diferente, visita pontos turísticos, conhece a história do lugar, frequenta as melhores baladas e bares, almoça com amigos, anda pela cidade, sente a simpatia e a receptividade das pessoas do lugar. Faz fotos ótimas que te farão recordar da viagem por alguns bons anos, e a cada vez que olhar as fotos vai se recordar com detalhes do contexto que a envolveu. 

O que pode ser melhor que isso? Apenas a sensação de voltar pra casa. 

Ao chegar em sua cidade, parece que o ar muda. Você já está acostumado até com a temperatura e o cheiro de poluição. Relembra as mesmas dificuldades para conseguir um taxi e não estranha a falta de simpatia do motorista, que simplesmente destrava o porta malas e deixa que você se vire com sua bagagem enquanto responde alguém no Whats App. Pega o trânsito de sempre até sua casa. Ao chegar, tem a mesma dificuldade de sempre para abrir o portão que estava meio emperrado e que só abre se você der aquela puxada de leve para cima. 

Ao entrar em casa, vê caída no quintal a revista que você assina e a conta de luz, mais cara que nos outros meses, além de algumas sujeiras que vem da rua. Ao abrir a porta, exceto o cheiro de casa fechada que fica impregnado no ambiente, tudo está do jeito que você deixou: a xícara marrom em que você tomou café antes de sair para viajar, o tapete preto meio bagunçado perto da porta, a almofada desalinhada no sofá, o controle da TV em cima do roteador da internet, a tampa do fogão levantada e a cama bagunçada, e lembra que no dia da viagem acordou atrasado e nem teve tempo de estender a colcha meio rasgada na ponta que você sempre usa. A pasta de dente no banheiro ficou em cima da pia e a toalha molhada ficou estendida no banheiro, agora já seca pelos dias que ficou sem uso. 

Ao entrar em casa você relembra rapidamente os dias maravilhosos que teve na viagem, mas a sensação que tem é um misto de saudade, vontade de voltar e, ao mesmo tempo, alívio por ter voltado. Mas, se a viagem foi tão boa, tão empolgante, porque o alívio por ter voltado? 

Porque, por melhor que tenha sido a viagem, lá não era sua casa. 

Na sua casa você já conhece com detalhes cada problema: o chuveiro que você precisa forçar a chave na posição “inverno” para que realmente aqueça, a porta da cozinha que tem um vão grande demais e facilita a entrada de baratas, e você remedia com um tapete dobrado todos os dias antes de dormir. O controle da TV que tem um leve defeito no número 4 e que te obriga a digitar o canal 339 e pular um canal cada vez que quer assistir as notícias no 340. 

Como diria Marina Colasanti, a gente se acostuma com essas pequenas coisas, mas não devia. Eu sei que não devia, que a gente devia consertar essas coisas, e etc. Mas desculpa Marina, são essas pequenas coisas que fazem a minha casa ser o lugar onde me sinto à vontade, onde posso baixar a guarda e me despir da capa social para ser eu mesmo. 

Na minha casa eu fico só de cueca e meia, ando descalço e como frango direto da panela. Na minha casa eu posso peidar e ainda dar risada do barulho. Na minha casa eu posso limpar o dente com a língua. Na minha casa eu posso ver aquele vídeo no Youtube da loirinha de shortinho dançando “esse bumbum que faz tumbalatum”. Na minha casa eu arroto, falo palavrão e corto a unha do pé, e ainda dou risada do tamanho gigante do meu pé 43/44. Na minha casa eu canto no chuveiro como se estivesse me apresentando no intervalo do Super Bowl e agradeço o público pelo carinho; faço penteados bizarros no cabelo, faço sorriso de personagem de mangá com o umbigo e os mamilos, visto a camiseta que ganhei há anos numa promoção do cinema e que já está bem gasta, mas tem aquele cheirinho confortável. 

Na minha casa estão as minhas coisas: minha estante já pequena para a quantidade de livros, que agora ficam empilhados. Meu notebook lento que está com uma das dobradiças quebradas, o que exige certo cuidado quando levanto a tampa; minhas canetas dentro da caneca de cerâmica com a letra de “Socorro”, do Arnaldo Antunes; minha mesa de bugigangas, onde ficam minhas latas decoradas coma bandeia da Inglaterra, meus carrinhos do tempo de criança, meus vários CDs empilhados, meus enfeites comprados no Rio nas férias de 2014, os bonsais que comprei na Liberdade ano passado quando minha amiga do interior veio para cá e outras várias coisas que vez por outra tenho que tirar pra limpar por causa do pó que acumula. 

A minha casa não é a maior, a mais bonita nem a mais luxuosa do bairro. Não tenho os melhores dispositivos tecnológicos que facilitam o dia a dia e blá blá blá. Mas na minha casa eu tenho o que não tenho em qualquer outro lugar: liberdade total. Na minha casa estão meus pertences e minha história, o que me faz ser eu mesmo. 

E é tudo isso que faz minha casa ser o melhor lugar do mundo.


***



Wes Talaveira
Publicitário, consultor de mídias sociais e inbound marketing, escritor e blogueiro há quase 10 anos. Já escreveu no Insoonia quando o blog ainda estava hospedado no servidor da MTV, além de outros portais de opinião.  

Minha primeira vez num baile funk | Desconstrução #4




Wes Talaveira

Esse é um post que entrou pra série "Desconstrução" por acaso. Isso porque eu nem sabia, na verdade, que a balada que eu iria naquele dia era funk. Vi no Instagram que uma conhecida minha vinha organizando todas as sextas uma balada em Pinheiros e resolvi conhecer. Deixei o nome na lista e semana passada fui lá. Cheguei tarde, quase as 2 da manhã, pra não ter de passar pelo constrangimento de ficar sozinho na fila. 

Quando cheguei ouvi o pancadão e pensei que fosse uma das músicas da noite. Tocar funk é comum em qualquer balada de músicas diversas. Mas o funk continuou na segunda música. E na terceira. E cada vez mais as novinhas iam até o chão, sarrando e rebolando. E o DJ não parava mais. A cena seria perfeita para um programa de humor: eu, de camiseta polo preta e cara de nerd de The Big Bang Theory, estava num baile funk. 

Não sou crítico do funk, pelo contrário. Acho que todos os estilos musicais são válidos e tem seu público, até o funk. Até tenho alguns salvos no meu celular. Gosto da MC Pocahontas, DJ Sapão por exemplo. Mas esse são a “superfície” do funk, se é que podemos dizer assim. O funk paulistano – que já tem as mesmas proporções e rende o mesmo dinheiro do carioca – é muito maior e mais “complexo”. 

O que você vai ler são as impressões de um cara - no caso, eu - que curte rock, com certo conhecimento teórico em música e que, por muito tempo, criticou o funk brasileiro - seja paulista, carioca ou de onde for - com as críticas de sempre: letras ruins, apologia às drogas e ao sexo livre, promiscuidade total, e por aí vai.

O que tinha lá?  Pessoas se divertindo. Apenas isso. Homens bebendo e dançando, meninas de shortinho e blusinha dançando. Gente que bebia, dançava e beijava até cansar. E quando cansava ia pra casa – alguns casais devem ter ido pra outros lugares, mas enfim... A mesma coisa que acontece em qualquer outra balada, festa, arrocha, arrasta-pé, forró e o nome que se queira dar pra pessoas bebendo e dançando. A diferença é que lá tocava funk. Algum crime nisso? 

Ah, mas o funk tem letras pornográficas e... Sim, tem. A maioria, pelo menos. E daí? A maioria das “divas pop” americanas cantam letras impronunciáveis e todo mundo ama. Funk não é pra ser tocado no aniversário de casamento da avó – a não ser que ela peça! Funk é pra curtir na balada, no celular – com fone de ouvido, plmddeus. Precisamos aprender a separar as coisas. Quem quer músicas com letras profundas, que tocam a alma e o coração ouça música gospel, um bom samba antigo, ou qualquer coisa do tipo. Funk é pra divertir, pra dançar, pra beijar, pra transar! Se você é rockeiro, sertanejo e etc, não ouça funk. Simples. Funk é pra novinha que é terrorista. Não curte? Não ouça! Tão óbvio. 

Mas o funk tem envolvimento com o crime, o tráfico... Sim, isso é verdade. Como também é verdade que a política tem envolvimento quase 100% com o crime e nem por isso você deixa de votar. E as vezes ainda vota nos bandidos de sempre. A gente até elege membros de facção pra prefeituras – né, povo de Embu das Artes? Não curtir funk não vai fazer os membros de facções deixarem de se envolver como crime.




E aquelas mulheres vulgares que não se valorizam, se oferecendo pra todo mundo... Aí é outra conversa. A gente vai precisar definir o que é uma mulher “vulgar”. É aquela que usa minissaia, que dança quando tem vontade, que joga a bunda no chão, que sarra quando quer, que beija quando quer, vai pra cama com quem quer? Eu não chamaria isso de vulgaridade. Chamo de liberdade. Ser livre é se comportar da forma como você quiser – e assumir as consequências disso. Quer ser puritana, se vestir de forma “comportada”, ouvir músicas socialmente aceitas? É seu direito. Quer fazer o oposto disso tudo? Também é seu direito. 

Mas o funk faz apologia aberta ao uso de drogas, ao sexo livre... Vem cá, você sabe que o rock nasceu assim, né? O slogan "sexo, drogas e rock'n roll" te diz alguma coisa? Além do mais, não vi ninguém usando nada de "diferente" lá, talvez por ser uma casa fechada e a segurança ser forte – revistaram até a bolsa térmica onde levo meus lanches pro trabalho... E mais uma: baile funk é o único lugar do mundo onde se consome drogas? 

E essas adolescentes caindo no funk no meio da rua, e tals... Isso é outra história. Meninas de 12, 13 anos cantando "quica no meu pau" é responsabilidade dos pais e falta de responsabilidade de adultos que permitem a entrada de adolescentes em festas do tipo. A que eu fui era fechada, bem organizada, apenas para maiores de 18 anos, com conferência de documento na porta. 


Enfim, fui, curti, e voltarei quando der. Entendam que ao defender o funk brasileiro não estou defendendo os "pancadões" de rua que atormentam bairros inteiros nem os bailes dos morros cariocas onde armas circulam livremente. Isso é caso de polícia e como tal deve ser tratado. O que falo aqui é do baile organizado, em casas específicas, com toda a organização. São casos beeeem diferentes! 

O problema não é a música, é o uso que se faz dela, assim como foi com o rap nos anos 90, taxado de "música de bandido" e hoje visto como cult. "Racionais MC's" eram o que havia de pior na minha infância, e hoje são celebrados como artistas que dão voz à realidade das favelas e periferias. Qual o problema do funk, então?

Toda generalização é burra, e isso cabe em qualquer situação, inclusive ao funk. O que vejo em quase todas as críticas ao funk paulistano e carioca é puro, gratuito e simples preconceito.

Seu gosto musical é particular e pessoal, e deve ser respeitado assim. Se gosta, ouça. Não gosta, não ouça. Apenas isso!


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Desconstrução é a série do Quem Foi Que Disse onde vou conhecer, experimentar, vivenciar coisas nem sempre bem vistas pela "opinião pública". A ideia é mostrar como nossos preconceitos pessoais muitas vezes interferem totalmente na forma como encaramos - e julgamos - certas coisas. 

Saí com uma garota de programa | Desconstrução #1




Wes Talaveira


Desconstrução é a nova série do Quem Foi Que Disse, onde vou compartilhar experiências e impressões pessoais ao conhecer ou viver coisas nem sempre aceitas pelo "senso comum". A ideia é mostrar como nossa opinião pessoal e nossos preconceitos interferem na forma como encaramos - e julgamos - as coisas e pessoas. 

E quer alguém que seja mais alvo de críticas da sociedade do que uma garota de programa? Pejorativamente chamadas de "prostitutas", elas já foram alvo de uma série aqui do blog, a Profissão Prostituta, série que debateu em 2016 a legalização da prostituição e que foi a campeã de visualizações em todos os 10 anos do blog. 

Uma das entrevistadas foi a acompanhante Isa Bitencourt, que deu aqui no blog verdadeiras lições sobre a forma como encaramos não só a garota de programa, mas a mulher em si. A inteligência e fluência dela me despertaram a curiosidade, a ponto de, depois de o post ter sido publicado, eu entrar em contato com ela para saber sobre o atendimento. Com toda a simpatia que eu já havia conhecido antes ela explicou sobre valores, local, o que acontece e não acontece no atendimento, e etc. Tomei coragem e, depois de questionar todos meus "valores morais", marquei com ela. Ainda pelo WhatsApp avisei que tenho psoríase, pois ela iria ver as lesões feias que tenho pelo corpo. Ela entendeu e não se incomodou com isso.

Quinta feira a noite, por volta das 20:00, cheguei ao flat nos Jardins onde ela atende. Dei meu nome ao porteiro, que entrou em contato com ela e, em menos de 5 minutos, me autorizou subir. A cada andar que o elevador subia as borboletas do meu estômago pareciam fazer uma Guerra Fria. Comecei a suar de nervosismo. Quando chegou ao andar dela, hesitei em sair do elevador. Segurei a porta por alguns segundos antes de aceitar que eu estava ali para transar com uma garota de programa. No perfil do Twitter e em seus anúncios ela não mostra o rosto, então por mais que as fotos dela fossem ótimas, ainda não sabia quem eu iria encontrar lá. Saí e logo dei de cara com a porta do flat. Toquei a campainha. Ouvi o barulho da chave girando na fechadura. A porta começou a abrir. Vi a mão dela no 1 segundo em que a porta se abriu. 

A Isa Bitencourt estava lá. Eu estava lá. Na próxima uma hora, eu iria transar com uma garota de programa pela primeira vez na minha vida. 


Isa Bitencourt
"Linda" é pouco para descrever a pessoa que eu via na minha frente. Usava um vestido preto e um salto que não foi o suficiente para disfarçar os 1,58m de altura que só a deixavam ainda mais atraente. Os cabelos longos muito bem cuidados completavam o visual incrível que revelavam ao mesmo tempo a mulher mais gostosa e sedutora que já encontrei na vida e uma menina simples, de sorriso doce. Me recebeu com a mesma simpatia demonstrada na internet; sorriso farto e sem falsidade.  Brincamos com o fato de eu ter tentado marcar algumas outras vezes e nunca dar certo por conta dos horários dela sempre concorridos. Me deu um selinho e, ao fechar a porta, ofereceu água. Tremia tanto de nervosismo que quase deixei o copo cair e ela logo percebeu, pois riu como quem queria dizer "fica calmo". Entreguei para ela o envelope com o valor do programa pago em dinheiro vivo e dei também o presente que comprei para ela: um livro do Bukowski. Estava pronto para uma reação de desdém, como já aconteceu em outras vezes em que presenteei pessoas com livros, mas pra minha surpresa ela mostrou ter adorado o presente. "Já ganhei de tudo, mas livro é a primeira vez", ela disse, e emendou com "as pessoas pensam que por ser garota de programa a gente não gosta de ler, mas eu amo ler". Pronto, ela já tinha ganhado minha simpatia e eu estava mais à vontade. Fui tomar um banho e, quando saí do banheiro enrolado apenas com a toalha, ela estava sentada na cama lendo o livro. 

Aquela talvez tenha sido a uma hora mais rápida da minha vida, mas ao mesmo tempo, a mais prazerosa. O tempo inteiro a simpatia dela fica evidente. Ela faz de tudo para agradar, e de forma natural, sem mecanismos. Não diferencia clientes pela beleza física - eu estou a anos-luz do padrão de clientes ricos e bombados que ela deve atender todos os dias. Conversamos sobre várias coisas: minha psoríase, a faculdade que ela faz, minhas leituras preferidas.

Ao vir embora, ela agradeceu novamente pelo livro e, pela foto que postou no Twitter minutos depois de eu ter saído, ela realmente deve ter gostado. Espero que Bukowski faça a ela o bem que faz a mim. 

Saí de lá com algumas respostas, muitas perguntas, várias ideias desconstruídas e alguns tabus quebrados. O primeiro tabu foi o do sexo sem amor. Sim, sexo não precisa de amor para ser bom. É possível sentir muito prazer com uma pessoa que você não tem a obrigação de devotar amor. Outro tabu foi o do trabalho das garotas de programa. Elas são nada mais que profissionais que vendem seu conhecimento e habilidade para outras pessoas. Assim como um médico vende seu conhecimento em medicina para curar doentes, como um ator vende sua habilidade em dramaturgia para entreter uma plateia, uma acompanhante vende sua habilidade com o sexo e sua beleza física para satisfazer pessoas que procuram por sexo. Parece frieza? Vamos voltar então ao primeiro tabu: sexo não precisa de amor para ser bom. 

Sexo é entretenimento, é diversão. E não preciso amar uma pessoa para me divertir com ela. 

12 Motivos Para Votar em Jhenny Andrade no MMA Awards | Freakpedia #50




Wes Talaveira


Fala, gente bonita, td bem?

Seguinte, o MMA Awards é tipo um Oscar que escolhe os melhores de cada categoria no universo MMA. E tem brasileiro concorrendo no prêmio, ou melhor, uma brasileira linda e de um carisma sem igual, a gata da Jhenny Andrade, que é Ring Girl oficial e concorre nessa categoria. Bastante gente já votou, mas algumas pessoas talvez ainda nem saibam do prêmio, ou saibam mas tenham a intenção de votar em outra candidata.

Por isso nós aqui do Quem Foi Que Disse, que não somos nada imparciais e nem um pouco democráticos, vamos te dar doze ótimos motivos pra votar na Jhenny e esquecer as outras candidatas - também lindas, mas nenhuma que se compare à nossa candidata. 

Segue aí:



Ódio gratuito na internet | Mundo do Leo #1




Wes Talaveira e Tayhnar Petrovna


E aí, pessoal!

O Léo Vaz @eu_leleo é ator de teatro e YouTuber, dono do canal Mundo do Léo, e a partir de hoje vai publicar aqui no Quem Foi Que Disse alguns dos seus vídeos. Para estrear, ele fala sobre ódio gratuito na internet e sobre essa sensação de que "tudo pode" nas caixas de comentários dos sites. Duvido achar alguém que nunca xingou ou foi xingado na internet. 

Taí:



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